A Consciência Negra - A Busca da Liberdade
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).
Dia 20 de novembro se comemora no Brasil o dia da consciência negra. Zumbi, um dos líderes do Quilombo dos Palmares, é lembrado não apenas como um herói do povo negro, mas como um ícone de todos aqueles que aspiram e lutam pela liberdade e combatem toda forma de opressão.
A escravidão é um pecado. Ela ofende a Deus porque avilta ao homem criado a Sua imagem e semelhança. Na escravidão o homem oprime a seu irmão, o trata como um produto, uma mercadoria, um animal inferior, sem emoções e capacidades cognitivas.
O Quilombo dos Palmares ficava no nordeste do Brasil, mais precisamente entre Pernambuco e Alagoas. Ali viviam cerca de 30 mil homens, mulheres e crianças. Todos amantes da liberdade, inconformados com a vida miserável que eram submetidos. O lugar foi destruído em 20 de novembro de 1695, data da morte de Zumbi.
O Quilombo dos Palmares era uma região banhada por rios e cheia de árvores, principalmente palmeiras. Daí o nome Palmares. O lugar era de rara beleza.
Mais tarde, na história do Brasil, a princesa Isabel assinou a lei 3353, conhecida como a Lei Áurea, declarando extinta a escravidão em nossa terra, no dia 13 de maio de 1888. Isto deixou os fazendeiros enraivecidos, mais do que simplesmente, insatisfeitos.
Hoje, ainda, a escravidão continua presente. Ela não escolhe, como no passado, as pessoas apenas pela cor da pele ou o biótipo humano. A opressão nunca foi tão mascarada, e por isto livre, como em nossos dias.
A escravidão se transformou num vírus mutante que possui formas diferenciadas e aspectos tão diversos que se torna difícil exterminá-la.
Somos prisioneiros dos cheques especiais, dos juros escorchantes, do spread bancário, dos impostos que não se traduzem em serviço. Somos transformados em gado e jogados em escolas que parecem mais currais, porque lá não se ensina, apenas se faz de conta.
Os senhores mentem e suas mentiras se transformam em correntes nas quais o povo se encontra subjugado e mantido em seus guetos. É a crise econômica internacional, é a estiagem, é a chuva, é o produto interno bruto, é a extensão territorial, é o colonizador de centenas de anos atrás, em síntese, é a arte de mentir dos poderosos que tem perpetuado a escravidão em nossa terra e justificado toda a miséria.
Esta é uma escravidão que nos cega e nos conduz às trevas. Somos vassalos errantes em nossa própria pátria.
Proclamemos a verdade. Ela não nos alienará, antes, nos libertará. Que o Eterno acenda a luz da liberdade em nosso coração. Que a denúncia e o combate a opressão, injustiça e mentira seja como uma palavra profética nos lábios da Igreja de Jesus Cristo, que é a verdade. Que Seu ensino tome lugar em nossa história: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
Pastor Washington Roberto Nascimento.