A Busca do Conhecimento - Anotações gerais - Breve reflexão

Data publicação 06/12/2017

A Busca do Conhecimento - Anotações gerais para uma breve reflexão 

Metodologia Científica -  Metodologia da Pesquisa - A Busca do Conhecimento

Professor Washington Roberto Nascimento

Um esquema para obter conhecimento

Metodologia Científica – O método Científico.

Introdução geral – Considerações básicas e preliminares

Há passos a serem seguidos para adquirir conhecimento. Esses passos têm a ver com os métodos e as técnicas.

Os métodos e as técnicas de estudo/pesquisa variam de acordo com as disciplinas (química, psicologia, geologia, física, pedagogia, teologia,arqueologia, etc.)

Na preparação de uma monografia ou um TCC – trabalho de conclusão de curso, trabalho final de graduação ou mestrado, etc., o aluno deve trabalhar na elaboração do seguinte:

1. O problema. O problema pode acontecer de ser mais importante do que o resultado da pesquisa. O problema levantado no meio acadêmico pode ter uma validade maior do que os resultados da pesquisa naquele momento. Quando o problema é “bom”, as respostas apresentadas podem mudar, mas o problema permanece.

2. A hipótese (a solução – possível - do problema. É possível chegar à conclusão de que a hipótese não soluciona o problema).

3. Experimentos, experimentação, investigação (para provar ou não a hipótese). Aqui acontece a coleta de dados, informações.

4. Observação (baseado na observação dos dados, ou da realidade ou de um dado fato, elemento, o pesquisador vai dizer se sua hipótese faz sentido).

5. Análise (fazer comparações...)

6. Conclusão (É a declaração final de que sua hipótese está correta ou não de acordo com os experimentos, a observação e as análises).

7. A bibliografia consultada e/ou recomendada.

 A ordem de cada passo acima mencionado não deve ser engessada, inflexível. Muitas vezes é a observação que vem primeiro.

Precisamos manter em mente de que nosso objetivo é obter e transmitir o conhecimento.

Ao longo de todo o processo de estudo, pesquisa, etc. precisamos manter isso em mente:

1. Como obter o conhecimento e apresentar o conhecimento.

Não se esqueçam que embora estejamos apresentando algo linear, na vida real, muitas vezes o conhecimento não se obtém de maneira linear.

Não se esqueçam: O conhecimento pode ser intuitivo, isto é, o oposto daquilo que é pensado, refletido, estudado. Embora estejamos aqui, dando ênfase em um conhecimento que não é intuitivo.

Não se esqueçam: Aqui temos que chegar a uma conclusão em nossas pesquisas, mas na verdade, na vida, nem sempre isso é possível.

Não chegar a uma conclusão que se pensava ser possível chegar é, também, uma conclusão.

É possível chegar ao fim de uma pesquisa afirmando que o assunto ficou inconcluso. Isto, também, é uma forma de conhecimento, é uma forma de conclusão.

Concluímos que não há conclusão. (O milênio, o pré-milênio, o pós-milênio, amilenista...). Você não tem que chegar a uma conclusão. É possível que sua conclusão seja a incerteza, conclusão incompleta.

O objetivo da pesquisa deve ser: a busca da verdade.

Infelizmente, há casos em que o objetivo é a publicação, o diploma, o dinheiro, a fama, etc.

A Busca do Conhecimento

1. O Conhecimento tem suas gênesis, nascimento.

2. O Conhecimento tem o seu desenvolvimento.

3. O Conhecimento tem a sua estruturação.

4. O Conhecimento é poder.

5. A narrativa de Gênesis sobre o pecado original está relacionada ao conhecimento.

5.1. A busca do conhecimento pode ter motivações positivas ou negativas.

5.2. No caso do pecado original, tudo indica, que a motivação foi negativa, foi a soberba de querer ser igual a Deus (Gn. 3:1-6).

5.4. O conhecimento pode levar uma pessoa a se levantar contra a outra.

5.5. O homem se levantou contra Deus por causa do “desejo de conhecimento”.

5.6. O oprimido se levanta contra o opressor quando este tem conhecimento.

5.7. O escravo se revolta contra o seu senhor quando tem conhecimento.

6. Por isso é que podemos dizer que conhecimento é poder.

7. Por isso que podemos dizer que o conhecimento não pode ser popular. Porque ele significa poder. É perigoso.

8. Por isso é que pensar é perigoso, pois pode produzir conhecimento, poder.

9. Por isso é que “dar” bolsa família, “dar” um saco de cimento, “fazer um favor” é bom. Porque mata a fome, supre uma necessidade imediata, mas dá escola de qualidade não, porque ensina a pensar, a construir conhecimento, pode suprir necessidades a médio e longo prazo.

10. Vejam os nossos templos do conhecimento, que são as escolas. Eles estão em piores condições do que os templos das igrejas, do judiciário, do executivo, do legislativo.

Os templos dos poderes públicos são chamados de “Palácios”, os templos do conhecimento podem ser chamados de casebres.

11. A autoridade deveria emanar do conhecimento.

12.O conhecimento para se aperfeiçoar precisa estar sob crítica.

13. Mas não apenas a crítica dos outros, porém, e principalmente, a autocrítica.

14. O conhecimento precisa receber crítica porque todo o conhecimento é limitado, portanto, sujeito à crítica (epistemologia).

Epistemologia: Reflexão geral em torno da natureza, etapas e limites do conhecimento humano.

É a reflexão sobre as relações que se estabelecem entre o sujeito indagativo e o objeto inerte;

É a reflexão sobre as duas polaridades tradicionais do processo cognitivo: O que é belo se opõe ao que é feio; o que é santo se opõe ao que é profano ou pecado; bondade se opõe a maldade; etc.

É a reflexão sobre a teoria do conhecimento.

15. Uma das características mais importante do conhecimento é sua capacidade de se criticar, questionar. Enganam-se os que pensam que a coisa mais importante do conhecimento é a afirmação peremptória, categórica.

16. Portanto, conhecimento está relacionado com levantamento de problemas, críticas, desconstrução, reconstrução etc.

17. A maior ameaça ao conhecimento é a vaca sagrada, o paradigma (é o modelo a ser seguido, não há outro), o axioma (premissa considerada evidente, verdadeira, mas que é indemonstrável).

18. No conhecimento há que se levar em conta, para o seu próprio bem, sua falibilidade, relatividade e discutibilidade. 

A discutibilidade do conhecimento é algo proposto pelo próprio Deus ao seu povo.

Isaías 1:18.

“Vinde então, e argui-me, diz o Senhor”.

A verdade de um conhecimento é uma pretensão de validade.

19. No (nosso) edifício de conhecimento há muitas rachaduras.

19.1. O que os nossos sentidos nos dizem nem sempre representa a verdade.

19.2. Os nossos sentidos podem mentir, falhar.

Os sentidos: Fonte de conhecimento ou de erro

Resultado de imagem para a figura da velha e da jovem

O homem da caverna – veja também obras relacionadas tais como: O Show de Truman – A vida simulada de Truman; The Matrix – A luta contra o controle; etc.

Esta história foi contada por Platão em seu livro: A República.

Esta história é uma alegoria, ou é tratada como o mito da caverna.

Os homens da caverna estão presos com correntes, olhando para o fundo dela, eles, por causa das correntes não conseguem olhar, senão para o fundo da caverna, para onde as sombras dos objetos são projetadas.

Os homens da caverna acreditam que as sombras são a realidade.

Mas a realidade encontra-se lá fora da caverna.

O sol brilha e projeta as sombras do objeto para o fundo da caverna.

Os homens da caverna acreditam que as sombras são a realidade.

Mas a realidade encontra-se lá fora da caverna.

O sol brilha e projeta as sombras do objeto para o fundo da caverna.

As pessoas presas dentro da caverna representam a humanidade.

Os objetos que passam lá fora da caverna e são projetados são o mundo das ideias, onde tudo é perfeito.

As sombras projetadas dentro da caverna são as coisas imperfeitas deste mundo, as árvores, os animais, os homens...que estão sempre mudando. Mudam porque são imperfeitos.

As correntes são os sentidos, os preconceitos... Por isso precisamos tomar cuidado com os nossos sentidos (visão, audição, olfato, paladar, tato).

A luz que brilha é a verdade.

Um homem da caverna consegue se libertar das correntes, e sai de dentro da caverna e fica encantado com a verdade que ele encontra sob a Luz do Sol.

Este homem, por amor aos seus irmãos e por amor a verdade, volta a caverna para ensinar a verdade para os seus irmãos, mas estes riem dele, e o matam, pois acreditam que ele está louco e é um subversivo, quer perverter os jovens, é uma ameaça a ordem.

Esta é a história de todo o homem que encontra Cristo.

Para Platão, esta foi a história de seu mestre, Sócrates.

A mãe de Sócrates era uma parteira.

O método socrático conhecido como maiêutica é uma homenagem a sua mãe, pois, no grego, a palavra maiêutica significa dar à luz.

A pessoa sai da caverna, do lugar escuro, dentro do ventre de sua mãe, e conhece a luz.

A luz é o conhecimento.

Ele, Platão (ou Sócrates), é liberto das correntes e ele, também, por amor, quer libertar os seus irmãos. É preciso voltar aos irmãos em trevas depois que se encontra a Luz

Jesus fez este papel e foi considerado uma ameaça a interpretação que o sistema vigente dava para as Escrituras Sagradas.

Mas esta é a história que tem seu paralelo com a história do apóstolo Paulo também.

Em Atos 26:13, ele, contando a sua experiência, ele diz:

“Ao meio-dia, ó rei, vi no caminho uma luz do céu, que excedia o esplendor do sol, cuja claridade me envolveu a mim”.

Saulo pensava ver corretamente o Antigo Testamento, o templo, os sacrifícios, a lei, os profetas, os escritos. Mas tudo isso era apenas sombra, e ele não sabia.

Depois do encontro com a luz no caminho de Damasco, Paulo se libertar e começa a ver com Ananias lhe impõe as mãos (Atos 9:17-18).

“Então Ananias foi, entrou na casa (na caverna), impôs as mãos sobre Saulo e disse: "Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que lhe apareceu no caminho por onde você vinha, enviou-me para que você volte a ver e seja cheio do Espírito Santo".

“Imediatamente, algo como escamas caiu dos olhos de Saulo (as correntes foram soltas) e ele passou a ver, agora de verdade. Levantando-se, foi batizado”.

Paulo, em sua Carta aos Colossenses 2:16-17, ensina sobre as coisas do Antigo Testamento como sombras. Ele era especialista nisso.

“Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,”

“Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo”.

O escritor da Carta aos Hebreus 10:1, também fala sobre o caráter de sombra da revelação bíblica, da fonte do conhecimento teológico.

“Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros (o futuro chegou com Jesus Cristo, a Luz de Deus), e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam”.

20. O nosso conhecimento tem validade, enquanto resistirem as críticas, os questionamentos.

Podemos estar vendo sombras, uma imagem e não a realidade.

Os sentidos podem nos enganar, podem ser fontes de erros.

Isso requer humildade de quem diz ter algum conhecimento.

Precisamos saber como saber (I Co. 8:2).

“Quem pensa conhecer alguma coisa, ainda não conhece como deveria”.

Ele, o conhecimento, não é eterno, é provisório (I Cor. 13:12).

“Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido”.

Não há linha reta. A natureza não tem linha reta. A linha reta é coisa de ditador. É o paradigma. É o axioma. É dogma.

A linha reta é definida como a distância mais curta entre dois pontos.

Mas é perigoso eliminar as curvas da vida.

Pois, o revés faz parte do processo de aprendizado, do gênesis do conhecimento, faz parte do processo para se chegar ao outo lado da reta, ao outro ponto.

Alguém quer ficar rico – cuidado com a linha reta.

Alguém quer um corpo sadio – cuidado com a linha reta.

A vida de José, filho de Jacó, não se encontra em linha reta.

21. O conhecimento não tem validade eterna, pois na natureza, na história tudo tem sido transformado, alterado de uma forma ou de outra, tudo é transitório.

Veja as teorias: antropocentrismo, geocentrismo, heliocentrismo...

22. O conhecimento tal como proposto pelo positivismo é rechaçado, pois de acordo com o positivismo (De Augusto Comte e John Stuart Mill – séc. XIX), o único conhecimento verdadeiro é o científico.

22.1. O positivismo analisa, decompõe o todo em partes com o propósito de conhecer.

22.2. O positivismo ensina que não é a síntese que nos traz o verdadeiro conhecimento, não o todo, mas as partes em separado.

Para o conhecimento a análise é importante e a síntese também.

23. O conhecimento precisa de qualidade formal e política no sentido positivo dos termos.

23.1. A qualidade formal do conhecimento significa: Precisa ser bem feito, proposto, estruturado, escrito, apresentado.

Metodologicamente correto.

23.2. O conhecimento vem de um problema, que propõe uma teoria para a solução do problema. Eles precisam ser consistentes. Todo o conhecimento precisa de regras internas, próprias para se fazer o conhecimento, e torná-lo relevante.

23.3. A qualidade política do conhecimento significa: útil.

24. O Conhecido é dinâmico, o oposto de fixidez, estático. A metodologia é o aspecto oposto necessário a dinâmica do conhecimento.

25. O conhecimento é dialético, isto é, há unidade na diversidade. O nosso corpo revela isto, e toda a natureza também. Nascemos e morremos. Cada membro de nosso corpo é diferente do outro. A massa cinzenta produz pensamentos e sonhos, isto é, coisas abstratas. É a dialética.

O que é a dialética?

Consiste em uma forma de filosofar.

Seu objetivo é o conhecimento da verdade.

A dialética se expressa através das contradições entre:

A unidade e a multiplicidade,

O singular e o universal,

O movimento e a imobilidade,

O humano e o divino,

O pecador e o santo,

Etc.

Como produzir a síntese.

Como promover a reconciliação.

É possível promover a reconciliação. É necessário, mas não é fácil, é doloroso, exige paciência e sabedoria, coisas raras desde sempre.

26. No conhecimento, algo muito importante e relacionado a metodologia, é o estruturalismo.

26.1. A Estrutura, dentro de uma visão científica, positivista, precisa ser a mesma em qualquer lugar.

26.2. O exemplo disto são as notas musicais para qualquer música, de qualquer povo e em qualquer tempo.

26.3. Outro exemplo é o mito. Os mitos da criação, do dilúvio etc. tem uma estrutura parecida, semelhante a despeito de pertencer a culturas diferentes, povos diferentes.

27. O conhecimento deve, também, ser sistematizado. A ideia é a de que tudo vive dentro de um sistema.

27.1. Há pessoas que acreditam que se pode mudar partes do sistema, mas não se pode mudar o sistema.

O que é sistema?

conjunto de elementos, concretos ou abstratos, intelectualmente organizados.

conjunto de ideias logicamente solidárias, consideradas nas suas relações.

conjunto de regras ou leis que fundamentam determinada ciência, fornecendo explicação para uma grande quantidade de fatos.

O sistema pode ser considerado uma:

distribuição e classificação de um conjunto de elementos segundo uma ordem estabelecida (Exemplo: sistema filosófico, teológico, educacional, etc.).

O sistema pode ser:

qualquer conjunto natural constituído de partes e elementos interdependentes (Exemplo: O sistema planetário).

O sistema, também, pode ser considerado um:

conjunto das instituições econômicas, morais, políticas de uma sociedade, a que os indivíduos se subordinam.

27.2. Com base na ideia acima, ensina-se que não se pode mudar o todo, mas apenas parte do todo.

27.3. Houve um tempo que não havia vida, e depois apareceu a vida na terra de acordo com Gênesis, então houve mudança do todo, do sistema.

28. O conhecimento tem qualidade e quantidade.

28.1. A quantidade, o aspecto extenso. Exemplo: quantas vezes você leu a Bíblia? Duas vezes.

Você é Feliz? Sim.

28.2. A qualidade está relacionada com a intensidade, profundidade. Saber como e porque a pessoa leu a Bíblia e o que ela aprendeu da leitura. 

Se a pessoa é feliz, porque e como ela é feliz. O que a faz feliz. Na índia é uma coisa (feliz é aquele que não tem desejos), nos países nórdicos é outra (feliz é o que não tem amigos ou religião), aqui no Brasil é outra coisa).

29. Vivemos em mundo em que o conhecimento quantitativo é mais importante que o qualitativo.

30. Conhecimento viveu um momento com uma grande ênfase na disciplina.

30.1. Várias disciplinas totalmente independentes, sem comunicação, pois cada disciplina com sua própria linguagem.

30.2. Hoje, se sabe que a realidade não é disciplinar, não é feita de conhecimento estanque, isto é, sem vazamento, isento de furos, trincas ou porosidade que possam deixar sair ou entrar parte de seu conteúdo.

30.3. A realidade ou o conhecimento não é só matemático, ou biológico, ou psicológico, ou teológico etc.

30.4. Há uma proposta de conhecimento multidisciplinar, isto é, um conjunto de disciplinas ou conhecimentos a serem trabalhados simultaneamente, mas parece que sem muito diálogo.

 30.5. Há uma outra proposta pedagógica que trata do conhecimento ou da realidade em termos interdisciplinar, isto é, construir o saber através da interação das disciplinas, dos vários conhecimentos.

30.6.  O Conhecimento ou a realidade tem uma natureza conhecida como transdisciplinar, que é uma abordagem científica que visa à unidade do conhecimento. Desta forma, procura estimular uma nova compreensão da realidade articulando elementos que passam entre, além e através das disciplinas, numa busca de compreensão da complexidade do mundo real, do conhecimento.

30.7. O caráter, a natureza interdisciplinar do conhecimento, da realidade não elimina o valor do especialista.

30.8. A ideia do conhecimento ou da realidade é a de uma árvore, cada galho representa um saber (teologia, física, matemática, biologia etc.), mas a árvore representa tudo, o todo.

31. Tipos de conhecimento:

31.1. Vulgar, também conhecido como empírico, que todas as pessoas adquirem na vida cotidiana.

31.2. Científico, produto de investigação metodológica e sistemática da realidade. Precisa ser verificável na prática por demonstração ou experimentação.

31.3. Filosófico, tem como base a capacidade de reflexão do homem e por instrumento o seu raciocínio.

31.4. Teológico é produto da fé humana na existência de uma ou mais divindades.

O Novo Testamento e o Conhecimento

1. A Igreja de Jerusalém, isto é, a fé de Jerusalém – O conhecimento baseado na revelação. Não se discute. O homem é passivo.

A Igreja de Atena, isto é, a fé de Atenas – O conhecimento é reflexivo, pensado.

3. A Igreja de Roma, isto é, a fé de Roma – O conhecimento é operacional, obras, prático.

O conhecimento da teologia do Novo Testamento parece conter elementos de três correntes: Jerusalém, Atenas e Roma.

32. O Método de pesquisa (Científico) é importante no gênesis, no desenvolvimento e na estruturação do conhecimento.

32.1. Há diferentes métodos para se alcançar diferentes alvos.

32.1.1. Estar arrumado para sair de casa – vestir-se e colocar meia e sapato.

32.1.2. Colocar um carro em movimento, dirigindo-o.

32.2. Quando não se tem um método:

32.2.1. Perde-se mais tempo.

32.2.2. Perde-se energia.

32.2.3. Corre o risco de não alcançar o alvo de forma eficiente.

33. O que é o método?

33.1. Cada aluno prepara uma definição

33.2. Uma simples definição: É o caminho para chegar a um fim.

33.3. Uma definição mais um pouco elaborada: É um conjunto de etapas, ordenadamente dispostas, a serem vencidas na investigação da verdade, no estudo de uma ciência ou para alcançar determinado fim.

34. A Importância da Técnica.

34.1. A técnica é diferente do método.

34.2. O Método é geral, a técnica é específica.

34.3. O Método fala sobre as etapas a serem vencidas, a técnica sobre o como cada etapa poderá ser executada.

34.4. Exemplo:

Hastear uma bandeira no topo de uma montanha em uma ilha.

Quais são as etapas a serem seguidas?

Quais são as técnicas que poderão ser usadas?

O Método permite a utilização de técnicas distintas.

35. O Valor do conhecimento.

35.1. Imagine se você tivesse que hastear a bandeira no topo de uma montanha em uma ilha. Eis o problema.

35.2. Imagine que você não conhece barco, nem helicóptero.

35.3. A gênesis do conhecimento é importante.

35.4. O acumulo de conhecimento é importante. Isto é, o seu desenvolvimento, aperfeiçoamento.

35.5. A transmissão do conhecimento é importante.

35.6. Sem o conhecimento, seu desenvolvimento, sua acumulação e transmissão não haveria progresso material, tecnológico, médico etc, da humanidade.

36. A produção de um texto. A Forma

36.1. A forma é importante, mas não é a coisa mais importante do texto.

36.2. Por forma queremos dizer:

36.1.O alinhamento à direita.

36.2.O alinhamento à esquerda.

36.3.O alinhamento em cima da página.

36.4. O alinhamento embaixo da página.

36.5. Quantas linhas por página.

36.6. Quantos toques por linha.

36.7. Folha de rosto.

36.8. Quantos parágrafos.

36.9. A folha de rosto.

36.10. Etc.

37. A Produção do texto - A Introdução.

37.1. Definição do tema (definição de palavras).

37.2. O Problema.

37.3. A Hipótese (explicações com alguma fundamentação que será desenvolvida ao longo do corpo do trabalho).

37.4. O Método.

37.5. As fontes.

37.6. As partes do trabalho, o conteúdo.

38. A conclusão do trabalho é muito importante. Ela precisa se relacionar com a introdução e com o corpo do trabalho. Ela deve, também, apontar ou sugerir novos campos, novas janelas do saber ou da pesquisa.

39. Como pesquisar, ler, estudar para obter conhecimento.

40. Saber pesquisar é a maior urgência das escolas, seminário, faculdades, universidades e professores e pastores em nosso tempo.

41. Nós nos formamos de forma melhor se pesquisarmos.

42. Você veio a este curso para que ouvisse isto: Você precisa fazer pesquisa para aprender, produzir conhecimento.

43. Precisamos não apenas acumular conhecimento, transmitir conhecimento. Precisamos produzir conhecimento.

44. A produção do conhecimento vai além de assistir aula e decorar conteúdo. Precisamos aprender a estudar e pesquisar para produzir conhecimento.

45. Por que se aprova um trabalho, um conhecimento (sermão)?

45.1. Porque é científico.

45.2. Porque é relevante.

45.3. Porque é claro.

45.4. Porque é objetivo.

45.5. Porque é coerente (lógico, racional).

45.6. Consistente (Sólido, firme).

45.7. Prático. É o aspecto político da pesquisa, do saber, do conhecimento.

45.8. Originalidade. Procure escrever a sua história, a sua ideia, mesmo que ela tenha nascido a partir de uma aula que você participou ou de um livro que você. Acredite em você.

46. Como ler?

46.1. O uso do dicionário.

46.2. A arte de sublinhar.

4.6.3. Dialogar com o autor.

46.4. Descobrir o propósito do autor.

46.5. Descobrir o tema.

46.6. Interpretar (dá a sua opinião).

46.7. Os sinais à margem do texto.

46.8. As comparações com textos já escritos sobre o tema.

46.9. Ler em todo o tempo e em todos os lugares, mesmo quando estes não são os ideais. Quem espera o ideal nunca realizar o real.

46.10. Leia a orelha do livro, a apresentação, a bibliografia antes de começar a ler o livro, para saber se compensa.

46.11. Faça a análise (a decomposição) e faça a síntese (a reunião de tudo em um só corpo, ideia).

47. O conteúdo é mais importante que a forma, mas, uma forma pobre, feia, com muitas falhas pode comprometer a luz do conteúdo.

48. Faça a elaboração do Projeto de Monografia. E nele tenha o seguinte (como já mencionamos no início):

48.1. O problema. Formule bem o problema.

48.2. Faça pesquisas baseado no problema.

48.3- Definição, contextualização e justificativa do tema baseado no problema e em suas pesquisas.

48.4. - Objetivos do trabalho

48.5. - Metodologia

48.6. - Disponibilidade de dados e condições de acesso aos mesmos (quando for o caso)

48.7. - Hipóteses ou resultados esperados.

48.8. Analise os dados da pesquisa feita, da hipótese...

48.9. Bibliografia preliminar

48.10. - Cronograma de elaboração da Monografia

48.11. Prepare a conclusão.

49. A monografia (TCC = Trabalho de conclusão do curso) precisa ter pelo menos 4 cópias.

Uma cópia para o aluno.

Uma cópia para a instituição.

Uma cópia para o professor orientador.

Uma cópia para o examinador.

50. Uma monografia pode ter:

50.1. Aprovação total.

50.2. Aprovação condicional.

50.3. Reprovação.

51. As folhas da monografia precisam ser todas de um mesmo tamanho.

52. As folhas da monografia precisam seguir o mesmo padrão de:

52.1. Letra padrão em todas as folhas.

52.2. Citações dentro do mesmo padrão, coerência é importante.

52.3. Observações de aspas duplas, aspas simples, colchetes, parênteses, notas de rodapé ou notas no fim de cada capítulo ou no fim do trabalhho/livro.

52.4. A numeração das páginas só não considera a capa. Começa a partir da folha de rosto e abrange as folhas ocupadas com índice, sumário, agradecimentos, dedicatória, etc., embora os números correspondentes não apareçam nessas folhas, mas só a partir da primeira página do corpo do texto.

52.5. As margens-padrão, para o corpo do texto, são as seguintes: dois centímetros abaixo da borda superior da folha; dois centímetros acima da borda inferior; três centímetros além da borda esquerda e dois centímetros aquém da borda direita.

52.6. Só um lado da folha deverá ser usado.

52.7. A numeração da página poderá ser colocada na parte inferior ou superior do papel, no canto direito ou centralizada entre as margens, mas sempre no cabeçalho ou no rodapé, vale dizer, fora da área destinada ao texto.

52.8. A capa da monografia precisa ter cerca de 4cm das bordas superiores e inferiores. O texto da capa precisa estar centralizado e com a letra de tamanho 12cm.

52.9. O título da monografia precisar estar em negrito, letra tamanho 18cm.

52.10. Termo de responsabilidade:

Exemplo: As opiniões expressas neste trabalho são de exclusiva responsabilidade do seu autor.

53. A Monografia.

53.1. Capa.

53.2. Folha de rosto.

53.3. Termo de responsabilidade.

53.4. Dedicatória.

53.5. Agradecimentos.

53.6. Resumo e Abstract.

53.7. Símbolos, siglas, abreviaturas usadas na monografia.

53.8. Índice ou Sumário.

54. A Estrutura da monografia.

54.1. Tamanho – 40 até 90 páginas.

54.2. Introdução.

54.3. Desenvolvimento.

54.4. Conclusão.

54.5. Notas.

54.6. Bibliografia.

54.7. Anexos (Mapas, ilustrações).

54.8. Índice ou Sumário.

 

Anexo 1 - Metodologia da Pesquisa - A Busca do Conhecimento

Metodologia Científica

Professor Washington Roberto Nascimento

1. O caminho do aprendizado

1.1. Do simples para o complexo

1.2. Da parte para o todo

1.3. Do conhecido para o desconhecido

2. O método em nossa vida

2.1. Metodologia = estudo do método

2.2. μέθοδος - duas palavras – preposição mais substantivo: μετά ou μετ᾽ - Μέθα ou Μέθ᾽ - com, além, junto de ou com, ir, vir; +‎ ὁδός - estrada, caminho;

Μέθοδος – literalmente: o caminho a seguir.

2.3. Exemplos

2.3.1. Há um método para se vestir;

2.3.2. Há um método para cozinhar um arroz;

2.3.3. Dirigir um carro;

2.3.4. Ir a determinado lugar;

2.3.5. etc.

3. O método e a técnica

3.1. O que fazer; o geral;

3.2. O como fazer; o específico.

4. O conhecimento – Epistemologia

4.1. Epistemologia - A teoria/estudo do conhecimento, especialmente no que diz respeito aos seus métodos, validade e alcance.

A epistemologia é a investigação do que distingue a verdade da opinião.

4.2. Os sentidos - John Locke 1632-1704 – Filósofo Inglês.

4.2.1. Empirismo – experiência sensorial

4.2.2. Para John Locke aquilo que eu não posso experimentar através dos meus sentidos, não posso conhecer, não é conhecimento verdadeiro.

4.2.3. Os sentidos: Visão, audição, paladar, olfato e tato.

4.2.4. Captar: imagem, som, sabores, odores, textura (superfície, forma, lisa ou rugosa, macia ou áspera, etc.).

4.2.4. O perigo dos sentidos – a imagem das duas mulheres – uma jovem e uma velha.

4.3. René Descartes, 1596-1650, filósofo francês - Racionalismo.

4.3.1. O conhecimento é adquirido por meio da razão e não dos sentidos

4.3.2. Para Descarte o ponto de partida para a filosofia é a razão, a sua própria existência – cogito ergo sum – penso, logo/portanto sou/existo.

4.3.3. Descartes rejeita a tradição como fonte de autoridade, semelhante a Sócrates. A base, o alicerce da autoridade é a razão. É ela que dá validade ao conhecimento.

4.4. Immanuel Kant, 1724-1804 - Filósofo alemão.

4.4.1. Síntese do Racionalismo e Empirismo, criou o relativismo.

4.4.2. O conhecimento passa pela causa e efeito, o princípio da causalidade. Tudo tem uma causa.

4.4.3. O conhecimento tem a ver com o princípio da disjunção ou separação, ou seja, se algo/uma sentença é verdadeira a outra sentença/realidade é falsa. 

4.4.4. O princípio da transcendência, isto é, há algo que transcende, ultrapassa os limites do que é considerado normal ou aceitável.

4.4.5. As distorções do conhecimento, do processo de obter conhecimento – ocorre não apenas por causa dos sentidos, mas, também, por causa da mente, da razão.

4.4.6. A realidade pode ser uma realidade distinta daquilo que experimentamos através dos sentidos ou até mesmo daquilo que pensamos através da razão, do pensamento, trata-se, portanto, do relativismo.

4.4.7. As possiblidades de distorção, disjunção, entre a coisa em si e os nossos sentidos ou razão são enormes e verdadeiras.

4.4.8. Ninguém é capaz de ver, compreender, conhecer, saber de algo, uma realidade como ela é de fato, mas apenas como eu a experimento ou penso ser.

4.9. Ao ser humano falta a capacidade de precisão, correção, exatidão, entre uma realidade e seus sentidos ou razão.

5. O raciocínio

5.1. Indução – do particular para o geral - Pedro é mortal. Antônio é mortal. José é mortal. Logo, todos os homens são mortais. Há um perigo nesse raciocínio. Por exemplo: Pedro é gordo...

5.2. Dedução – do geral para o particular – Todo o homem é mortal. Pedro é homem. Logo, Pedro é mortal. Há perigo nesse raciocínio. Por exemplo: Se você está no Brasil, está na América do Sul. João está no Brasil. Logo, João está na América do Sul. Se você está no Brasil, está na América do Sul. Você está na América do Sul. Logo, você está no Brasil.

5.3. Análise – Parte do mais complexo para o menos complexo. Conhecimento mais profundo. Decompõe o todo em partes ou em seus elementos constituintes. Exemplo: cada versículo de um capítulo. Cada palavra de um versículo. Etc.

5.4. Síntese – Parte do mais simples para o menos simples. Conhecimento mais geral e menos profundo. Recomposição do todo.

5.5. A indução e a dedução somam. A análise e a síntese se enriquecem.

5.6. O conhecimento de algo não se resume a uma de suas partes, mas da sua totalidade.

6. Como ler

6.1. Qualidade é mais importante que quantidade.

6.2. Faça perguntas ao texto.

6.3. Preste atenção nas palavras chaves: verbos, substantivos, adjetivos, etc.

6.4. O propósito do escritor, livro, do capítulo, do parágrafo, do versículo, da palavra, do destinatário.

6.5. O contexto histórico, geográfico, do autor, da história, do texto, etc.

6.6. Consulte o dicionário.

6.7. A relação do livro, autor, etc. com outros livros, autores, etc.

6.8. Como sublinhar – uma interrogação, duas interrogações, uma exclamação, duas exclamações, uma linha sublinhando, duas linhas, etc.

6.9. O que aprendi do livro, texto, etc.?

6.10. Como aplicar o que aprendi?

6.11. Etc.