A importância de termos cuidado, reverência, zelo e santidade com as coisas do Senhor.

Data publicação 04/03/2022

A importância das pequenas e grandes coisas em nossa relação com Deus

Pastor Washington Roberto Nascimento

I Crônicas 13:1-14

Introdução:

Este texto fala-nos sobre, pelo menos, duas coisas.

1. A alegria do povo de Deus diante da Arca, símbolo da presença do Senhor;

2. A importância de termos cuidado, reverência, zelo e santidade com as coisas do Senhor.

Em nossa vida com Deus, as coisas pequenas são tão importantes quanto as coisas que consideramos grandes. O texto bíblico de I Crônicas 13 nos ensina que como levar a arca de Deus tem a ver com o próprio Deus e sua presença. Essas coisas estão relacionadas intimamente. Como entregar uma oferta de mil reais é tão importante quanto a entrega de uma oferta e um real.

A Obra de Deus deve sempre ser feita à maneira de Deus. A história bíblica que demonstra isso muito bem é a movimentação da Arca da Aliança pelo Rei Davi em Primeiro Crônicas 13. A Arca era o móvel mais importante de Israel.

1. A Alegria do povo do Senhor com a Arca é enorme à luz daquilo que podemos ler em I Crônicas 13. 
A Arca era símbolo da presença de Deus, pois dentro dela ficava: o maná, a vara de Arão e a lei de Deus ( I Rs. 8:9; Hb. 9:4). O maná simboliza o sustento de Deus. A vara simboliza a direção e proteção de Deus. A Lei de Deus é a Palavra de Deus, representa o Logos de Deus, representa Jesus, aponta para o próprio Deus. A Arca, portanto,  era algo muito importante, símbolo da presença de Deus e de tudo que sua presença implica, traz.

Davi havia sido ungido rei sobre Israel, seu primeiro ato foi pensar na arca. Que coisa nobre!

Durante o reinado de Saul a arca foi totalmente negligenciada, e o povo tornou-se descuidado com as ordenanças do culto ao Senhor.

A arca, o símbolo externo da presença divina, era tudo para o rei Davi. Ele não podia viver fora da luz de Deus. Para ele Deus era tudo, e sem ele não havia nada.

O que significava para Davi toda a popularidade, a lealdade daqueles que o cercavam para proclamá-lo rei, a devoção de muitos milhares de Israel, se o Senhor não estava com ele? Deus era o Centro e a Fonte de tudo para Davi e a Arca do Senhor era o símbolo de Sua presença.

Vemos qual era a estimativa de Davi da presença de Deus pelos louvores que ele e todo o Israel ofereceram na ocasião de trazer a arca (I Cr. 13: 8).

O que antigamente era um terror para os filisteus (I Sm. 6.), era a maior alegria para o povo de Deus. É assim sempre. A presença de Deus é para o povo de Deus sua maior alegria. Para aqueles que estão fora de Cristo, o que pode ser senão terror? Um verdadeiro cristão nunca, em nenhuma questão, deixará de buscar a presença do Senhor.

2. A importância de termos cuidado, reverência, zelo e santidade com as coisas do Senhor.

A história bíblica envolvendo o pecaddo de Uzá e o castigo que ele sofreu, serve como uma advertência para todos tomarem cuidado com a presunção, imprudência e irreverência, ao lidar com coisas sagradas.

As recomendações na Torah (Êx. 25:14-15; Nm. 4:15; 7:9; 18:3) eram claras quanto ao zelo, ao cuidado que os filhos de Israel, o povo do Senhor deveria ter com a Arca, símbolo da presença de Deus.

A ideia, o plano de trazer Arca de Deus para a Jerusalém era ótimo, porém, é importante dizer que ninguém pense que um bom projeto/ideia justificará uma má ação. Os fins não justificam os meios. Os fins e os meios precisam ser santos aos olhos do Senhor.

O texto nos ensina que Uzá não tinha a percepção, a consciência de Deus, de Sua Grandeza, Sua Santidiade, para fazer o que estava fazendo: levar a Arca do Senhor. Assim sendo, temos o ensino de que não basta termos uma boa intenção, precisamos obedecer ao ensino de Deus, a Sua Palavra. Os sacerdotes deveriam carregar a Arca e fazê-lo com todo cuidado, zelo, reverência e santidade.  Precisamos buscar conhecer a vontade de Deus para nossas vidas e procurar obedecer.

Aos olhos do homem o erro, a responsabilidade, a culpa, em tais circunstâncias, requer uma punição branda. Mas não é assim com Deus. Todo o ato traiu um esquecimento da majestade e santidade da presença do Senhor representada naquela Arca. Foi também um afastamento da Palavra.

Tais desvios da Palavra, para nós pode parecer pequeno, mas não para Deus. O ensino subjacente é de que não devemos brincar com Deus, mas teme-lo, isto é, tratar o Senhor e seus ensinos com seriedade, com honra.

Conclusão:

Que o texto bíblico de I Crônicas 13 nos ensine a não ousar brincar com Deus em nossas abordagens a ele, a sua Palavra, a Sua Igreja, a Sua Obra.

Contudo, vamos, por meio de Cristo, chegar com ousadia ao trono da graça, à presença de Deus. Se o evangelho é para alguns um cheiro de morte para morte, como a Arca foi para Uzá; ainda assim, recebamos o Evangelho, o conhecimento de Jesus Cristo, o conhecimento de Deus, com humildade, coração quebrantado e contrito, e assim Ele, o Senhor, será para nós um cheiro de vida para vida (II Co. 2:14-16).

Jesus não apenas nos leva à presença de Deus, nele temos a presença de Deus em Sua plenitude, com graça e verdade (Jo. 1:16-18). A presença de Deus foi algo importantíssimo na vida de Moisés (Èx. 33:15); na vida de Davi (Sl. 51:11) e na vida dos crenes do Novo Testamento de acordo com o ensino de Jesus (Mt. 28:20). Sem Ele, sem a Sua presença nada podemos fazer (Jo. 15:5).

Hoje nós não precisamos da Araca do Senhor, pois temos a Sua Palavra e o Seu Santo Espírito.

Hoje sabemos através das Escituras que tudo que fizermos para o Senhor, seja pequeno ou grande aos nossos olhos, é muito importante. Varrer um templo onde acontece o culto é tão importante quanto o culto. O varrer pode ser um culto mais precioso aos olhos do Senhor do que o som dos hinos e da pregação; tudo depende do coração daquele que varre e daquele que canta e prega.

Tudo que fizermos para o Senhor precisa ser feito de coração. É preferível uma oração sem palavra mas com coração, do que com palavras, mas sem coração, zelo, reverência, respeito, amor.