Um Estudo no Salmo 34
Pastor Washington Roberto Nascimento
I - Considerações gerais
O Salmo 34 é um dos mais lindos e profundos de todos os salmos. Nele temos inúmeras lições. A seguir vamos destacar algumas delas:
I. 1. A Dimensão histórica - O primeiro versículo do Salmo 34 na Bíblia hebraica é um texto explicativo sobre o contexto histórico em que o salmo 34 foi composto.
O texto original do Salmo 34:1 diz que o Salmo é de Davi e acrescenta dizendo que ele foi escrito quando Davi fingiu estar louco diante de Abimeleque, que o expulsou de sua presença e ele foi embora. Os detalhes desta história nós podemos ler em I Samuel do capítulo 17 ao 22.
O nome do rei dos filisteus no Salmo 34:1 – é Abimeleque – na verdade, trata-se de um título: como Faraó, César, Cristo, Messias. אֲבִימֶ֑לֶךְ – אבימ֑לך – Abimeleque significa: Meu pai é rei – אָב – pai; אֲבִי – meu pai; מֶלֶךְ – rei – Este nome, Abimeleque, aparece também em Gênesis 20:2, como o rei de Gerar, onde Abraão estava com Sara e mandou que ela dissesse que era irmã dele e não esposa, pois estava com medo de Abimeleque. O nome torna a aparecer em Gênesis 26:1 no tempo de Isaque, tudo isso sugere que se trata de um título. O nome do rei Filisteu é Aquis (I Sm. 21:10)
De acordo com I Samuel 21, Davi foi para a terra dos filisteus porque estava fugindo do rei de Israel, Saul, que por causa da inveja e ciúmes queria matar Davi. Saul estava completamente desorientado, agindo feito um louco, um endemoniado.
Primeiro Davi foi se esconder de Saul em Nobe, cidade dos sacerdotes (I Sm. 21:1 e 22:19). Mais tarde, Saul ficou sabendo desta acolhida que os sacerdotes deram a Davi. Saul, diz o texto bíblico, por causa disso, matou 85 sacerdotes e além desses, Saul matou muito mais homens, mulheres, meninos e crianças que ainda amamentavam (I Sm. 22:6-19).
É assim que aprendemos que para entender melhor o contexto histórico, vital, existencial, do Salmo 34, precisamos ler I Samuel do capítulo 17 ao 22.
Davi estava com medo de ser morto por Saul (Sl. 34:4). O medo pode comprometer o nosso raciocínio. Ao fugir de Saul, Davi fez algumas coisas insanas, cremos que deivdo ao medo. Primeiro, Davi foi para Nobe, que era um lugar onde os sacerdotes viviam. E na casa do sacerdote de Deus, Aimeleque, Davi comeu os pães que eram sagrados e que apenas os sacerdotes poderiam comer (I Sm. 21:1-6). Jesus usou este episódio para se defender das ausações e críticas dos escribas e fariseus que ao verem os discípulos de Jesus arrangando espigas, esfregando-as e as comendo no sábado, diziam que isso não era lícito, não era correto. Jesus perguntou-lhes se eles não haviam lido essa história de Davi em I Samuel 21. Com essa palavra de Jesus, aprendemos que Jesus conhecia o Antigo Testamento e que ele é o Senhor do sábado e é a autoridade para interpretar toda a Bíblia acima de qualquer pessoa.
A segunda coisa sobre esse contexto histórico do Salmo 34 é que Davi foi para a cidade do gigante Golias, Gate. Ora, Davi foi quem matou o gigante Golias. Os filisteus da cidade de Gate eram inimigos de Davi e de todo o Israel e fariam qualquer coisa para matar Davi (I Sm. 17:4, 52; 21:10-14). Isto mostra como Davi agiu de maneira insana, louca. Que erro se refugiar na casa dos sacerdotes e depois na terra do gigante Golias que ele havia matado! O medo compromete o nosso raciocínio e capacidade de julgamento e/ou escolhas, decisões sensatas. Davi estava com muito medo e por causa disso agil de maneira tola. Ele, neste Salmo, reconhece que o Senhor o livrou de todos os seus temores (Sl. 34:4).
Terceira informação sobre esse contexto histórico do Salmo 34: Davi só tinha bandido na companhia dele, ao conseguir fugir da presença do rei dos filisteus: Aquis - Abimeleque - e ir se acampar na caverna de Adulão (I Sm. 22:-2).
Estas observações acima são, em síntese, informações sobre o contexto histórico do Salmo 34.
I. 2. A Dimensão devocional - Neste salmo, em termos de conteúdo devocional, nós encontramos várias ações que merecem destaque e estudo: 6.1. As ações de Davi em relação a Deus; 6.2. As ações de Davi em relação as pessoas em geral; 6.3. As ações de Deus em relação a Davi e as pessoas em geral. A Bíblia nos ensina não apenas como Deus age, mas como nós, também, precisamos agir.
I. 3. A Dimensão messiânica - Uma outra observação importante em termos gerais sobre este Salmo é que se trata de um salmo que aponta para Jesus.
No Salmo 34:11, o rei Davi convida seus amigos darem ouvidos as lições que ele vai ensinar sobre o temor do Senhor – Vinde, filhos, escutai-me; eu vos ensinarei o temor do Senhor – É como se fosse um mestre se dirigindo aos seus alunos, um pai aos filhos, um Senhor aos servos. Cremos que este texto, esta palavra do 34:11 – o convite para ensinar o temor do Senhor - se realiza plenamente em Jesus e com Jesus (Mt. 11:28-30; Jo. 13:13).
O Salmo 34:20 – preserva-lhe todos os ossos, nem um deles sequer será quebrado - é citado no Evangelho de João 19:31-37. O escritor bíblico do Novo Testamento o cita como um cumprimento pleno na pessoa do filho de Davi, Jesus, o Messias de Israel. Embora o Salmo 34:20 tenha um cumprimento parcial na vida de Davi, seu cumprimento pleno e absoluto se realiza na pessoa do Senhor Jesus Cristo à luz do texto do Novo Testamento.
I. 4. A Dimensão da estrutura literária - Outra informação nesta introdução geral ao Salmo 34 diz respeito a sua estrutura literária. Trata-se de um salmo acróstico. Cada versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico que contem 22 letras. A única letra, consoante, que não temos neste acróstico é o vav - ו –
Cremos que o propósito de um Salmo (ou outro texto bíblico) acróstico é didático, é ajudar as pessoas a aprenderem, a lembrarem do ensino, da mensagem, do louvor, das lições do salmo.
O alfabeto hebraico:
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'Alef |
Bet/Vet |
Gimel |
Dalet |
Hê |
Vav |
Zayin |
Het |
Tet |
Yod |
Kaf |
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א |
ב |
ג |
ד |
ה |
ו |
ז |
ח |
ט |
י |
כ |
|
ך |
||||||||||
|
Lamed |
Mem |
Nun |
Samech |
"Ayin |
Pê/Fê |
Tzadê |
Qof |
Resh |
Shin/Sin |
Tav |
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ל |
מ |
נ |
ס |
ע |
פ |
צ |
ק |
ר |
ש |
ת |
|
ם |
ן |
ף |
ץ |
Os versículos 21 e 22 servem a última letra – tav - : ת
I. 5. A Dimensão do estilo literário - Uma última informação geral que desejamos apresentar diz respeito ao estilo literário. Temos diante de nós uma poesia hebraica. Uma das marcas da poesia hebraica nos textos poéticos do Antigo Testamento é o paralelismo. Aqui, neste salmo temos o paralelismo sinônimo e o paralelismo antônimo.
Paralelismo sinônimo: 34:1 – Bendirei ao Senhor em todo o tempo; continuamente o seu louvor estará na minha boca.
Acima temos duas frases: 1ª – Bendirei ao Senhor em todo o tempo. 2ª – Continuamente o seu louvor estará na minha boca.
A segunda frase repete a ideia da primeira com palavras diferentes. Isto é paralelismo sinônimo.
Paralelismo antônimo: 34:21-22. O versículo 22 expressa de forma oposta a ideia dominante do versículo 21. Trata-se, portanto, do paralelismo antônimo.
II – Considerações de versículo por versículo do Salmo 34
II.1. Salmos 34:1 – A primeira parte do versículo 1 do salmo 34, é uma informação sobre o contexto histórico existencial do escritor, o rei Davi.
Na segunda metade do versículo 1, na Bíblia Hebraica, o escritor bíblico diz:
Louvarei ao Senhor. O salmista vai direto ao sentimento dominante em sua alma com uma linguagem simples, direta, clara, sem rodeios, louvarei ao Senhor, o que significa dizer: vou fazer uma declaração de amor a Deus.
Há pessoas que têm dificuldades em dizer para outras pessoas o seu amor. E, há pessoas que não se deram conta de que louvar a Deus é fazer para Deus uma declaração de amor.
Assim como fazemos declarações de amor para os nossos pais, o nosso cônjuge, os nossos filhos, os nossos amigos, nós precisamos aprender a fazer declarações de amor para o Senhor nosso Deus, para o seu filho, o Senhor Jesus Cristo.
Esta segunda parte do versículo do salmo 34, poderia ser estudado com base nas seguintes perguntas para propósito didático:
1. O que devo fazer nesta vida? Louvar, cantar, bendizer
2. Para quem? Sobre quem? A respeito de quem? O Senhor
3. Quando? Em todo o tempo. Segunda-feira, terça-feira....24/7 – em todas as horas, circunstâncias e não somente quando eu tiver saúde, mas quando estiver doente também. Não devemos agir como torcidas de futebol que só celebram alegremente quando um time faz um gol. Louvaremos ao Senhor mesmo quando o inimigo parece estar ganhando a batalha aqui na terra. Louvarei ao Senhor quando as coisas estiverem boas e quando as coisas estiverem rui. Jó fez isso, Daniel fez isso, Paulo e Silas fizeram isso, etc.
4. Como? Com os meus lábios. É claro que precisamos bendizer, louvar ao Senhor com o nosso coração, mas precisamos, também, louvá-lo com os nossos lábios, com a nossa boca.
O Salmo 34:1 tem uma expressão, uma ideia, um ensino, muito contundente, que merece uma apreciação especial – Louvar a Deus em todo o tempo – Tempos fáceis e difíceis, de saúde e de enfermidade ou provações. Precisamos bendizer o Senhor por todas as coisas, pois até mesmo as coisas que nós consideramos humanamente falando fracassos, são coisas que Deus usa para o nosso bem, pois a Bíblia diz que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus (Rm. 8:28), até mesmos aquelas coisas tristes, dolorosas, difíceis. Deus usa todas as coisas para a nossa transformação, aperfeiçoamento, crescimento.
É nesta segunda parte do Salmo 34:1 que começa o acróstico do Salmo. A primeira palavra nesta segunda parte do versículo, é a primeira palavra do acróstico e começa com a primeira letra do alfabeto hebraico – Álef - א - (segunda parte do versículo do texto original hebraico – logo depois da palavra de explicação sobre o contexto histórico). A palavra usada pelo salmista é – אֲבָרֲכָ֣ה – do verbo – בָרַךְ – que significa, também, abençoar, ajoelhar.
II.2. O Salmos 34:2 tem duas partes que merecem nossa atenção.
A primeira parte diz que no Senhor minha alma se gloriará, ou brilhará, ou terá ousadia. O verbo é: - תִּתְהַלֵּ֣ל – (lê-se: thithralel – 3ª pes. Fem. sing) de - הָלַל – (lê-se: ralal): gloriar, brilhar, ousar (ou ter ousadia).
O salmista diz sua alma: - נַפְשִׁ֑י – de onde temos - נֶפֶשׁ – que significa: alma, vida, a própria pessoa, o ser interior.
Então, a declaração do salmista é: no Senhor minha alma/minha vida brilhará, terá ousadia, glória, isto é, força, luz, amor...etc. A fonte de luz, brilho...é o Senhor, não é o mundo e nem as coisas deste mundo.
A segunda observação que gostaríamos de sublinhar no Salmo 34:2 diz respeito a plavra: mansos – עֲנָוִ֣ים – (lê-se: anavim) - os mansos ouvirão a Deus e se alegrarão.
A palavra hebraica: עָנָו – (lê-se: anav) – que significa: manso. Esta palavra é traduzida: por humilde ou pobre, às vezes, em algumas traduções em Português. Porém, a melhor tradução é: manso. Em Números 12:3 esta palavra aparece para descrever Moisés como o homem mais manso da terra. E, em Números, Moisés é chamado de uma pessoa mansa em um contexto de provocação, de briga provada por parte de seus irmãos: Miriam e Arão, contra ele.
Esta palavra hebraica - עָנָו – traduzida por manso - aparece no Salmo 37:11, quando o salmista disse: os mansos - עֲנָוִ֣ים - herdarão a terra ao invés dos brigões.
No texto da LXX – a palavra para mansos do Salmo 34:2 é: πρᾳεῖς (em plural), e é a mesma palavra no Salmo 37:11 e em Mateus 5:5. No singular temos: πραΰς que aparece em Números 12:3 (texto da LXX) e em Mateus 11:29 e 21:5.
O manso na Bíblia não é uma fraqueza, é uma virtude. Trata-se de uma pessoa que é capaz de controlar suas emoções, falas, ação e reações.
No Salmo 34:2, a palavra traduzida por: e se alegrarão – é: - וְיִשְׂמָֽחוּ - (lê-se: veismarru) - que vem de: - שָׂמַח – (lê-se: samar) – que significa: alegra-se, regozijar-se, e aparece 150 vezes no Antigo Testamento e destas, 52 vezes no livro dos Salmos.
Então, a segunda declaração do Salmista no Salmo 34:2 é: Os mansos ouvirão e se alegraram. Mas, ouviram o que? 1. Sobre o agir de Deus, a obra do Senhor na vida das pessoas; 2. Ouvirão o meu testemunho; 3. Ouviram o meu louvor; 4. Ouviram da minha luz, da minha glória, da minha força no Senhor. E ficaram contagiados, tocados com o meu testemunho e por isso se alegrarão.
II.3. No Salmo 34:3 o salmista faz um convite as pessoas: Engrandecei/engrandeçam ao Senhor comigo, juntos exaltemos o seu nome.
O culto a Deus pode ser feito sozinho, mas na verdade não fomos feitos para viver na solidão, no isolamento. Somos desafiados e encorajados a darmos as mãos, a vivermos em união, a louvarmos e adorarmos ao Senhor juntos.
As desculpas apresentadas para a não participação no louvor, na adoração a Deus com os nossos irmãos e irmãs não se sustentam. Há pessoas que se justificam alegando os mais diferentes defeitos, erros, problemas na vida dos outros. Jesus se reuniu com homens imperfeitos, infiéis dentro de sua igreja. As Igrejas com as quais o apóstolo Paulo trabalhou eram todas imperfeitas e cheias de problemas, mas o apóstolo Paulo não desistiu delas, das pessoas com problemas, continuou orando com as pessoas, pregando, ensinando, louvando com elas.
No louvor, na adoração, no culto, o nosso coração precisa estar focado no Senhor. O verdadeiro culto acontece em nosso coração, em nosso espírito, em nossa mente. Embora, estejamos unidos, precisamos estar focados não no nosso irmão, mas em Deus. Isto não significa que ignoramos o nosso irmão, mas ele não é o alvo de nossa adoração, mas sim o Senhor. Até quando olhando para o nosso irmão ou irmã no Senhor, louvando ou dirigindo o louvor, nós o/a vemos com os olhos de Cristo Jesus.
O culto tem o seu valor, lugar e importância, porém ele não é o substituto do culto com os irmãos e irmãs. O Senhor pode falar em ambos os cultos, individualmente ou com outros irmãos. O importante é estarmos aberto para o Senhor para que Ele fale – Abrir os nossos ouvidos, o nosso coração, a nossa mente.
Há vários textos na Bíblia que ensinam sobre a necessidade e a importância de estarmos juntos. A Bíblia diz que não é bom estarmos sozinhos (Gn. 2:18; Ecl. 4:9-12). A Bíblia diz: quão bom e agradável é que os irmãos vivam em união (Sl. 133:1). O servo do Senhor tem alegria em ir à Casa do Senhor para a adoração, o louvor a comunhão: alegrei-me quando me disseram: vamos à Casa do Senhor (Sl.122:1). No Novo Testamento, os crentes se reunião para o culto, o louvor, a comunhão da Igreja de Cristo (At. 1:14-15; 2:1; 2:46-47; 3:1; 4:23-31; 5:42; etc).
Interessante observar a construção do versículo 3: Primeiro temos: exaltemos ao Senhor. Em seguida temos: Exaltemos o seu nome.
O nome do Senhor é o próprio Senhor. O nome de uma pessoa na Bíblia tem a ver com a própria pessoa, com o seu caráter, seu ser. Tomar o nome de Deus em vão tem a ver como ridicularizar/zombar do próprio Deus.
II.4. No Salmo 34:4 temos várias lições. A primeira palavra é o verbo buscar - דָּרַשׁ – (lê-se: darash). É o mesmo verbo que aparece em Isaías 55:6 – Buscai ao Senhor enquanto se pode achar. É o mesmo verbo que temos em Jeremias 29:13 - E buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Jesus disse que aquele que busca, encontra, acha (Mt. 7:7). O verbo no original grego do Novo Testamento é – ζητέω – o verbo usado na LXX em Isaías 55:6; Jeremias 29:13; II Crônicas 7:14 e Salmo 34:4.
O Salmista (34:4) fala de sua experiência pessoal, o verbo está na primeira pessoa do singular. Ele disse que: buscou o Senhor e o Senhor o respondeu e o livrou de todos os seus temores. Como a presença de Deus na vida do Salmista foi importante para que ele vencesse os seus medos! Ainda hoje é assim na vida dos servos do Senhor. Precisamos aprender a confiar em Deus, a vencer o medo, quando estamos fazendo a coisa certa, a vontade do Senhor, não precisamos temer a perseguição, a oposição, a injustiça, a prisão, a fornalha, a cova dos leões, a morte...coisa alguma poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus (Rm. 8:39). Se o Senhor está conosco, não teremos mal algum (Sl. 23:4).
O Senhor mesmo diz em II Crônicas 7:14 que: se o seu povo o buscar, Ele, o Senhor: ouvirá, perdoará e sarará.
O profeta Isaías adverte a todos, judeus e gentios, qualquer pessoa, para que busque ao Senhor enquanto Ele o Senhor está perto, enquanto se pode achar o Senhor (Is. 55:6).
O próprio Senhor é quem diz em Jeremias 29:13, que o êxito da busca de Sua face só ocorre quando o buscamos de todo o nosso coração. Precisamos estar 100% envolvidos na busca.
Jesus, em Mateus 7:7, disse: se você buscar ao Senhor, você o encontrará. Sem acrescentar qualquer adjetivo ou advérbio ao verbo buscar, o Senhor Jesus promete aos seus discípulos o encontro da buscar. Muitas vezes o buscamos como uma criança que não sabe muito bem como orar, ou como um adulto que não aprendeu a orar ao longo de sua vida. Mesmo para estes, há a promessa de encontrar ao Senhor quando o buscamos. Aleluias! Ele, o Senhor, está mais interessado em nos encontrar do que nós a Ele; é por isso que quando o buscamos temos a certeza do encontro.
Há muita gente buscando a coisa errada, a pessoa errada e por isso não encontra o que realmente precisa. Há gente buscando um cônjuge para ser feliz, para resolver sua tristeza, seu vazio. Há gente buscando uma casa nova para resolver o problema da insatisfação, um carro novo, etc. Precisamos buscar em Primeiro Lugar ao Senhor e todas as demais coisas nos serão acrescentadas (Mt. 6:33). Mas não devemos inverter esta ordem.
O Salmista começa este versículo 4 dizendo o que ele fez: buscou ao Senhor. A razão de seu êxito encontra-se nisso que ele fez: Ele buscou ao Senhor. Nosso êxito começa com a oração, a busca do Senhor em oração, a busca do Senhor na Sua Palavra, na leitura de sua Palavra, no Estudo de Sua Palavra.
O salmista disse que o Senhor ouviu e o livrou. Um dos maiores gestos de amor para com uma pessoa é: ouvi-la. A Bíblia nos ensina que o nosso Deus cuja face Jesus revelou, é um Deus que nos ouve. Ele nos ouve porque nos ama. Ouvir alguém é sinal de amor.
O rei Davi diz neste texto (Sl. 34:4) que Deus não apenas o ouviu. Deus o livrou de todos os seus temores/medos. Davi estava com muito medo de Saul, dos soldados de Saul e, também, do rei dos filisteus, Abimeleque/Aquis. O medo pode ser algo negativo. O medo pode nos fazer mal. O medo pode comprometer nosso crescimento, no progresso. O medo pode comprometer nosso raciocínio e análise da situação e, consequentemente nossa tomada de decisão. Deus libertou Davi de todos os seus temores/medo. Deus pode fazer a mesma coisa conosco ainda hoje. Só precisamos buscar a sua face em oração com todo o nosso coração.
II.5. O Salmo 34:5 diz – Olharam para Ele e foram iluminados, os seus rostos não ficarão confundidos.
Esta foi a experiência do servo do Senhor, Moisés, o seu rosto resplandeceu no Monte Sinai, produto da comunhão dele com Deus (Êx. 34:29-35). E ele, Moisés, não ficou confundido, envergonhado porque tinha a luz de Deus em seu rosto, em sua mente.
Esta foi a experiência de Jesus, o Filho de Deus, o seu rosto resplandeceu no Monte da Transfiguração (Lc. 9:28-36). Lucas diz que Jesus subiu ao monte com o propósito de orar. Lucas diz que Jesus estava orando quando o seu rosto resplandeceu. O rosto de Jesus ficou iluminado e ele não ficou confundido, envergonhado porque não apenas tinha a luz de Deus, ele mesmo era a Luz do Senhor.
O apóstolo Paulo diz em sua II Carta aos Coríntios que a Luz de Deus resplandeceu em nosso coração para a iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo Jesus (II Co. 4:1-6). Nós, os crentes em Jesus, quando buscando a face de Deus, nosso rosto é iluminado e não ficamos confundidos.
II.6. No Salmo 34:6 temos a apresentação do Senhor como o Deus dos pobres - Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações. Na Bíblia aprendemos que o Senhor é o defensor dos pobres, tanto dos pobres materiais quanto dos pobres espirituais, isto é, aqueles que sabem que estão falidos espiritualmente, os seus méritos são trapos para sua salvação, redenção.
A palavra pobre no Salmo 34:6 é: עָנִי (lê-se: `any) que aparece 77 vezes no texto original do Antigo Testamento. Esta palavra foi traduzida pela LXX por πτωχός e é a mesma palavra que nós encontramos em Mateus 5:3 – felizes os pobres - πτωχοί - porque deles é o Reino dos Céus.
Quando o pobre clama por socorro ao Senhor, Deus o ouve e o salva. O que há no clamor, no grito do pobre? Há dor, há angustia, há desespero, há humildade, há sofrimento. É muito comum vermos a injustiça contra os pobres: são mal remunerados, não têm justiça para eles, há justiça para aqueles que têm direito que podem pagar ótimos advogados, não há escola de qualidade para os pobres, não há hospitais, médicos para atenderem os pobres. A Bíblia ensina que aquele que oprime ao pobre insulta a Deus, mas aquele que se compadece do pobre, honra a Deus (Pv. 14:31).
O Senhor Jesus Cristo é aquele que sendo rico se fez pobre e por sua pobreza somos enriquecidos (II Co. 8:9). Ele se transformou no pobre de Deus que se ofereceu ao Pai com lágrimas, súplicas e grande clamor (Hb. 5:7). Em tudo Jesus foi um exemplo para nós. Em tudo as Escrituras se cumprem plenamente na pessoa de Jesus.
II.7. No Salmo 34:7 temos a promessa do Anjo do Senhor – O Anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra. Nós encontramos ao longo da Bíblia inúmeras referências e manifestações do anjo do Senhor e dos anjos do Senhor (Gn. 16:6-16; 21:8-20; etc). Os anjos na Bíblia são os mensageiros de Deus para servi-lo e para servir-nos (Hb. 1:13).
O anjo do Senhor - מלאך יהוה - (lê-se: malarr Ierovar) - ἄγγελος Κυρίου – ou - o anjo de Deus - מַלְאַ֨ךְ אֱלֹהִ֤ים - ἄγγελος θεοῦ -que aparece no Antigo Testamento é, normalmente, confundido com a aparição do próprio Deus, do próprio Senhor, como se fosse uma teofania ou uma cristofania. Nessas aparições do Anjo do Senhor no Antigo Testamento nós temos o Anjo do Senhor falando e de repente temos a fala do próprio Deus, do próprio Senhor (Gn. 16:6-16; 21:8-20; 22:9-19; Êx. 3:1-22; Jz. 2:1-5; etc). O anjo do Senhor apareceu a Abraão (Gn. 22:9-19); o anjo do Senhor apareceu a Moisés (Êx. 3); o anjo do Senhor apareceu a Josué (Js. 5:13-15) como o Príncipe do Exército do Senhor, o Comandante. Jesus veio como o príncipe da Paz e voltará como o comandante do Exército do Senhor. No livro dos Juízes (Jz. 2:1-5) e em muitos outros textos do Antigo Testamento nós temos o Anjo do Senhor como o próprio Senhor, como Deus. Tudo parece apontar para a pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo que estava com Deus e era Deus e vimos a Sua Glória como a Glória do Pai (Jo. 1:1-18).
II.8. O Salmo 34:8 fala-nos da importância da experiência – provai e vede que o Senhor é bom. Feliz a pessoa que nele se refugia!
Como é importante a experiência com Deus! Há conhecimentos adquiridos por meio da experiência que são impossíveis de serem colocados em palavras. Por exemplo: a experiência de ser mãe? Por mais que alguém tente explicar isso, creio que seja impossível colocar em palavras toda a profundidade, riqueza e sentido da gravidez, da maternidade.
O apóstolo João em sua I Carta 1:1-3, dá testemunho de Jesus com base em sua experiência pessoal com ele:
Proclamamos a vocês aquele que existia desde o princípio, aquele que ouvimos e vimos com nossos próprios olhos e tocamos com nossas próprias mãos. Ele é a Palavra da vida. Aquele que é a vida nos foi revelado, e nós o vimos. Agora, testemunhamos e lhes proclamamos que ele é a vida eterna. Ele estava com o Pai e nos foi revelado. Anunciamos-lhes aquilo que nós mesmos vimos e ouvimos, para que tenham comunhão conosco. E nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.
Quando um homem cego de nascença foi curado por Jesus, os líderes religiosos queriam que ele negasse a Jesus, o poder de Jesus; queriam que ele parasse de dar glórias a Deus por causa de Jesus. A resposta do homem curado foi: Uma coisa eu sei, eu era cego e agora eu vejo (Jo. 9:24-25). Depois que você prova o mel, você não tem como negar que ele é doce.
O conhecimento de Deus não deve se restringir a uma reflexão mental, racional. É importante sua dimensão em termos de experiência, vivência, prática de fé.
II. 9. Salmo 34:9. Temei ao Senhor, vós os seus santos, pois não têm falta alguma aqueles que o temem.
Eis o convite do Rei Davi para todos os seus ouvintes e/ou leitores!
Neste Salmo nós encontramos o rei Davi falando sobre aquilo que ele fará (Sl. 34:1, 2, 11); e, nós, também, o encontramos dizendo para as pessoas aquilo que elas deveriam fazer (Sl. 34:3, 5, 8, 9, 11, 13, 14). Outra coisa digna de nota é que o rei Davi, aqui neste Salmo, fala-nos daquilo que Deus fez e faz por ele e por todos (Sl. 34:4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22).
O temor ao Senhor não deve ser entendido como medo. O temor ao Senhor tem a ver com respeito, a preocupação de não envergonhar, decepcionar o Senhor.
II.10. Os filhos dos leões necessitam e sofrem fome, mas aqueles que buscam ao Senhor de nada têm falta.
A comparação que o Salmista faz com os filhos dos leões e com os filhos de Deus é muito interessante. Quem poderia imaginar que os filhos dos leões sofrem fome? Bem o salmista diz que sim, eles sofrem fome mesmo sendo filhos de leões, mas os que buscam ao Senhor têm todas as suas necessidades supridas. Deus é apresentado aqui neste Salmo e ao longo da Bíblia como um Pai que supre todas as nossas necessidades.
II.11. No Salmo 34:11, nós encontramos um convite do Rei Davi aos seus companheiros:
Vinde, filhos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do Senhor.
O Rei Davi se apresenta como um professor, um mestre para os seus companheiros. Ele quer ensinar aos seus camaradas o temor do Senhor que é o princípio da sabedoria. Este texto aponta para Jesus. Ele é o mestre por excelência e pode ensinar como ninguém o temor do Senhor.
Ele chama os seus ouvintes/leitores de filhos. Trata-se de uma expressão de afeto, de carinho, muito presente na literatura sapiencial (Pv. 1:8, 10, 15, etc).
II.12/13/14. Os versículos 12, 13 e 14 do Salmo 34 estão intimamente relacionados.
A pergunta levantada no versículo 12 encontra-se respondidas nos versículos 13 e 14.
1. A pergunta – Salmo 34:12: O que fazer para ter uma vida de qualidade? O que fazer para ser feliz? Quais são as marcas de uma pessoa que ama a vida? Quais são as marcas de uma pessoa que quer ver o bem?
2. A resposta – Salmo 34:13 e 14.
2.1. Domine a sua língua, seja prudente no falar, cuidado com suas palavras, seja sábio no falar – Salmo 34:13.
2.2. Afaste-se do mal, evite o mal – Salmo 34:14a.
2.3. Pratique o bem, faça o bem – Salmo 34:14b. A Bíblia ensina não apenas a importância de não fazer o mal, mas a importância de fazer o bem.
2.4. Procure/Busque a paz – Salmo 34:14c. Não basta gostar da paz, não basta desfrutar da paz, não basta louvar a paz, não basta falar da paz, é preciso busca-la. O verbo usado aqui - בָּקַשׁ - (lê-se: bakash) é o mesmo que aparece em II Crônicas 7:14 e em Jeremias 29:13.
2.5. Empenhe-se para alcançar a paz – Persiga-a – Lute por ela - Salmo 34:14d. O verbo usado aqui - רָדַף – (lê-se: radaf) - fala sobre a qualidade da ação do verbo anterior: buscar/procurar. O sentido do verbo - רָדַף – (lê-se: radaf) – é de: perseguir, lutar por.
II.15. Salmo 34:15 - Os olhos do Senhor estão sobre os justos; e os seus ouvidos, atentos ao seu clamor.
O Rei Davi está falando com base em sua experiência de fé em Deus. Em sua vida, Davi tem experimentado o cuidado de Deus para com ele. Em uma linguagem poética e antropomórfica, Davi fala dos olhos e dos ouvidos do Senhor. Deus vê as nossas necessidades e escuta o nosso clamor, o nosso grito, pedido de socorro – a palavra no texto original hebraico é: - שַׁוְעָה - (lê-se: shav- e-´ar) – um grito de socorro; um choro alto e para fora, vem de: - שָׁוַע – (lê-se: shava`) – chorar de forma audível.
O choro dos justos, o grito por justiça que nasce no coração dos justos, dos que têm fome e sede de justiça. Quanta dor nesse grito! Quanta angústia! Quanta sofrimento!
Há uma mensagem de consolo no Salmo 34:15 para todos aqueles que clamam por justiça. O Deus que tudo vê e ouve, agirá.
II.16. Salmo 34:16 - A face do Senhor está contra os que fazem o mal, para desarraigar da terra a memória deles.
“A face do Senhor” - Esta expressão é equivalente a expressão do versículo anterior: “Os olhos do Senhor”. O significado é que os justos e os ímpios estão diante do Senhor, não se encontram ocultos, não podem se esconder, estão sob os olhos de Deus; um para proteção, outro para punição. Nenhum deles pode escapar de Sua observação; mas em todos os momentos e em todas as circunstâncias, eles são igualmente vistos por Ele.
O Senhor “é contra os que praticam o mal” - Os ímpios; todos os que têm prazer em fazer o mal, o que é errado. No versículo anterior, a declaração é que os olhos do Senhor estão sobre os justos, ou seja, para sua proteção; neste caso, por uma mudança da preposição no original, a afirmação é que Sua face está "contra" os que praticam o mal, isto é, Ele os observa para trazer julgamento sobre eles.
As preposições אל e בּ, no Salmo 34:15 e no Salmo 34:16, são uma troca de expressão bem considerada: a primeira, de inclinação graciosa – em favor de; a última, de intenção hostil – contra.
Que bom saber que há nosso Deus ama a justiça e se ira contra a injustiça; é favor dos que buscam a justiça e contra os que amam a prática da injustiça!
II.17. Salmo 34:17 - Os justos clamam, e o Senhor os ouve e os livra de todas as suas angústias.
Este versículo apresenta-nos as vantagens da prática da justiça. Aquele que procura ser justo em todas as suas relações ao invés de injusto ou mal, tem as vantagens, as bênçãos de:
1. Ser ouvido pelo Senhor;
2. Ter a libertação do Senhor quando ele sofrer injustiça. O Seu advogado é o Senhor cuja face Jesus revelou. No Novo Testamento aprendemos que Jesus é o nosso Advogado (I Jo. 2:1).
3. Ter a libertação de todas as suas angustias – Que palavra bendita! Deus não nos liberta apenas das grandes angustias, mas de todas as angustias: pequenas ou grandes; materiais ou espirituais; emocionais ou mentais.
II.18. Salmo 34:18 - Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os contritos de espírito.
Como o nosso ser interior é importante para Deus! Ele não vê como o homem vê, ele vê o coração (I Sm. 16:7). Coração quebrantado e espírito contrito - estas são expressões equivalentes e falam da humildade diante de Deus e dos homens ao invés do orgulho, da vaidade, da soberba, da arrogância. Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg. 4:6).
II.19. Salmo 34:19 - Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas.
A Bíblia não nega que o justo sofre aflições. Na verdade, Jesus disse: No mundo tereis aflições (Jo.16:33). Jesus não disse: talvez vocês tenham aflições. Não. É impossível um cristão viver sem aflição neste mundo.
O Salmista disse que o justo tem muitas aflições. É interessante observar que o crente sofre mais no mundo do que o não crente. Ele chora mais, sofre mais, ao ver tanta injustiça, tanta incredulidade, maldade. As aflições do justo são muitas, mas muito mais são os livramentos do Senhor. Aleluia!
O crente é o que mais sofre e é o que tem maior consolo e alegria também por causa dos livramentos do Senhor, da comunhão com Deus.
II.20. Salmo 34:20 - Ele lhe guarda todos os seus ossos; nem sequer um deles se quebra.
É claro que o Rei Davi está falando de sua experiência com Deus. O Senhor tem guardado todo o seu ser, até mesmo os seus ossos, nenhum deles se quebrou nas batalhas, nas lutas. Que bênção!
Mas o texto bíblico não se esgota à luz de seu contexto histórico. O texto bíblico não tem sentido apenas para o tempo passado.
O texto do Salmo 34:20 se cumpriu plenamente na pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo. O apóstolo João diz em seu Evangelho que os soldados iriam quebrar as pernas de Jesus para acelerar a sua morte, mas não o fizeram porque encontram Jesus já morto. O apóstolo João disse que tudo isso aconteceu para que se cumprisse a Palavra do Senhor e aí, ele cita o Salmo 34:20 – Nenhum dos seus ossos será quebrado (Jo. 19:31-36).
Lendo a Bíblia, aprendemos que o melhor comentário do Antigo Testamento é o Novo Testamento e os melhores interpretes do Antigo Testamento são Jesus e seus discípulos-escritores do Novo Testamento.
II.21. Salmo 34:21 - A malícia matará o ímpio, e os que aborrecem o justo serão punidos.
Enquanto o justo é resgatado de todos os males (Salmo 34:19), o mal leva o ímpio à morte. Seus maus caminhos operam sua própria punição. Trata-se do princípio: semeia e colhe. Aquele que semeia milho não colherá feijão. Quem semeia a injustiça, a maldade, não deve esperar colher justiça e bondade.
II.22. Salmo 34:22 - O Senhor resgata a alma dos seus servos, e nenhum dos que nele confiam será condenado.
O Salmo 34 termina mostrando o contraste no destino dos ímpios e dos justos, versículos 21 e 22. Os primeiros – os ímpios – sofrerão a condenação, mas os justos, os que confiam no Senhor de onde vem a justiça, não serão condenados (Jo 5:24; Ro 8: 1).
O verbo traduzido por “condenado” aqui é: - אָשַׁם – (lê-se: `asham) que tem o sentido de: culpado. Aquele que confia no Senhor, que no Senhor se refugiar, não será condenado. Este é ensino da Bíblia e em especial do Novo Testamento. Em Deus, cuja face Jesus revelou, nós encontramos perdão, justiça, paz.
A primeira palavra do versículo 22 do salmo 34 é – פָדָה – (lê-se: padar) – e significa: redimir, pagar o resgate. O sujeito deste verbo é o SENHOR. Ele resgatou as nossas almas – vidas – com o precioso sangue de seu filho, Jesus Cristo (I Pd. 1:18-19). Por isso, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
Pastor Washington Roberto Nascimento